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Plano Safra 2013/14 dá atenção especial às cerealistas

29/08/2013

A Associação das Empresas Cerealistas do Brasil (ACEBRA), há tempos chama a atenção do Governo quanto à necessidade de aumento da capacidade de armazenagem e melhorias nas condições de financiamento para viabilizar a construção de novas unidades pelo setor cerealistas.

O presidente da Associação, Airton Gilmar Roos, diante do ruim cenário da armazenagem atualmente, afirmou que “o ideal seria ampliar e dar estímulos para o financiamento de todos os setores que querem efetivamente investir em armazenagem porque dentro das empresas cerealistas existe uma demanda reprimida para investir, pois os juros que estão sendo empregados não viabilizam”.

Atento ao problema o Governo Federal anunciou o Plano Safra 2013/14, que traz um total de R$ 136 bilhões de recursos liberados para a próxima safra. Desse montante, R$ 97,6 bilhões para financiamentos de custeio e comercialização e R$ 38,4 bilhões para os programas de investimento.

O ministro da Agricultura Antônio Andrade destacou que a taxa anual média de juros foi mantida em relação ao Plano Safra 2012/2013 e ficou em 5,5%. Outras modalidades tiveram reduções como 3,5% para aquisição de máquinas agrícolas, equipamentos de irrigação e estruturas de armazenagem; 4,5% para o médio produtor e 5% para práticas sustentáveis. Os recursos destinados à subvenção ao seguro rural tiveram um grande aumento em relação ao plano passado. O governo elevou em 75% os valores, passando de R$ 400 para 700 milhões. “A expectativa do governo é segurar uma área superior a 10 milhões de hectares e beneficiar 96 mil produtores”, garantiu Andrade.

Serão liberados R$ 25 bilhões para construções de armazéns privados nos próximos cinco anos, com prazo de pagamento de até 15 anos, com taxa de juros de 3,5% ao ano. Outros R$ 500 milhões serão gastos para modernizar e dobrar a capacidade de armazenagem da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento).

A presidente Dilma, em um dos seus pronunciamentos, afirmou que ao anunciar o Plano Safra 2013/14 assumiu dois compromissos. O primeiro, com a questão da armazenagem e o segundo, em relação à Agência Nacional de Assistência Técnica (Anater). Dois elementos fundamentais para fazer avançar o agronegócio brasileiro. Dilma garantiu que a armazenagem é crucial para o Brasil. “Temos condições de almejar uma política agrícola que construa uma capacidade de armazenamento dado por produtores, cooperativas, cerealistas e aqueles que queiram construir armazéns”, finalizou.

O novo plano prevê que o Programa de Sustentação de Investimento (PSI-BK) para o financiamento de máquinas e equipamentos agrícolas terá R$ 6 bilhões, enquanto para a agricultura irrigada o total de recursos programado é de R$ 400 milhões. No caso do médio produto rural, o governo irá disponibilizar R$ 13,2 bilhões para custeio, comercialização e investimento. Esse valor é 18,4% superior aos R$ 11,15 bilhões previstos na safra 2012/13. Os limites de empréstimo para custeio passaram de R$ 500 para 600 mil, enquanto os de investimento subiram de R$ 300 para 350 mil. Os Laboratórios Nacionais Agropecuários (Lanagros) do Governo Federal receberão R$ 120 milhões para serem investidos na ampliação e modernização.

Para saber mais sobre o Programa BNDES de Incentivo à Armazenagem para Empresas e Cooperativas Cerealistas Nacionais – BNDES/Cerealista acesse:http://www.bndes.gov.br/SiteBNDES/export/sites/default/bndes_pt/Galerias/Arquivos/produtos/download/Circ026_13.pdf.

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